terça-feira, 27 de março de 2012

Um quase violinista

Se meu eu houvesse aprendido a tocar violino,
O meu ego seria esse inquilino do meu corpo?
Estaria a pensar como penso e não seria outro,
Ao sofisticado e mal educado, e por fim, outro além de mim?

Quem seria eu? Afinado, determinado a ser outro,
Disputar um espaço qual igual o que faço?
E no desembaraço da vida ficar a ver navios.
Por um fio eu não estudei violino.

Ao que tudo parece, hei de agradecer as minhas definições
Que me levaram a não ser violinista,
Uma grande conquista que me levou ao que sou.

As minhas decepções aperfeiçoaram, o que represento agora,
Afora as minhas loucuras, estou completo, inteiro,
Interesseiro em aperfeiçoar o que sou.

                Chicão de Bodocongó
                 Campina Grande - Pb, 11 de Março de 2002.
                 Às 12h 56min.

 

quinta-feira, 22 de março de 2012

Uma Estrela Que Nasce

Uma estrela que nasce e respira um novo clima
que traz consigo algo que declina amor
e aproxima no mesmo ardor o que se explica
na diária identifica no mesmo labor um lindo sonho.

A ilusão do me imponho supõe tragédia
Há uma média para tudo, e esta estrela
Que agora chegou, despertou mil soluções
E quem vier haverá de contar.

Contar o que viu, depor, sem por isso se indispor
E compor com tudo que definiu, vai assumir uma alerta
Vai compartilhar essa descoberta. . . uma estrela que na certa
Irá brilhar. . . irá brilhar. . .  brilhar. . . brilhar. . . brilhar. . . amar. . .


                            Chicão de Bodocongó