quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Eira

Parafuso, panela e chaleira
Garrafa, vasilhame e mamadeira
Chinelo, sapato e chuteira
Mala, maleta e frasqueira
Mesa, banco e cadeira
Telha, chuva e goteira
Jabuticaba, siriguéla e oliveira
Jardim, jasmim e roseira
Cajueiro, imbuzeiro e mangueira
Acácia, ipê e aroeira
Dinheiro, bolso e carteira
Médico, doente e enfermeira
Limão, lima e limeira
Lindo dia de chuva para se escrever besteira.


                  Campina Grande-Pb, 24 de Junho de 2006.
                   15:25 Hs.

                     Chicão de Bodocongó.

Paralelas

La vem você com a mesma história!
Mude um pouco de faixa de intenção,
Há de ter um outro tema que lhe chame a atenção
E que você até agora não lhe fez uma avaliação correta.
Estás numa reta sem desvios e sem curvas,
Olhe para os lados, existe paralelas a sua reta, outras retas,
Que depende daqueles que as traçaram. 
Não haverá encontro entre elas?
Basta de ter assunto específicos ao teu mundo, os teus tijolos,
Fabricado com argamassa de tua contemplação, ajuda, mas, só,
Não ergue o projeto da construção que o chamamos mundo.

                            
                             Campina Grande -PB, 05 / 02 / 2005.
                             Às 6h:45min.

                             Chicão de Bodocongó

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

A Voz da Árvore - Ingratidão

Poema ecológico em defesa das árvores


Oh! Humanidade desgraçada
Que agride quem lhe faz bem
A cada passada só espalha a desgraça
Serve-se do que mais lhe convém.

Oh! Imagem da destruição
Combinação com que pior existe
Mantém vivos os velhos interesses
Reconhece-se o erro mas nele persiste.

Distúrbios mentais levam para o incontrolado,
Desafio, sem controle perde-se no imaginário,
O ordinário, o deformado agir sem ao menos refletir
Permite o ódio que se instale e que lhe faz destruir.

                          Chicão de Bodocongó

"Plágio é crime e está no Artigo 184".


domingo, 12 de fevereiro de 2012

Um Poema Envenenado

Querido Chicão,
escreva aqui 
seus mais políticos e sujos poemas,
seus sonhos, seus pesadelos, seu passado,
seus mais sórdidos desejos
até mesmo o mais puro de todos, 
não esqueça de falar de mim
mesmo que seja de mal,
mais não me esqueça jamais.

                Janice Adja